Devido a falta de tempo e inspiração pra postar no blog nestas ultimas semanas, aproveito para partilhar um acontecimento muito importante que esta a ocorrer na minha familia.
A minha prima Sara vai dar a luz quadrigemeas.
Deixo-vos parte da entrevista (e o link directo) feita a minha prima e editada no Diario de Noticias.
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1269363
"O fenómeno é raríssimo e pode acontecer uma vez entre meio milhão de gestações. Mesmo sem fazer tratamentos de fertilidade, Sara Melo está grávida de quatro meninas. Às 32 semanas aguarda na maternidade pelo grande dia. E diz-se tranquila."
Sara deitou-se e fixou o olhar no ecrã. Habituada a ver documentários sobre a gravidez, e já com experiência das ecografias da filha Miriam, percebeu logo que eram dois os bebés na imagem. "Espere, são três", disse o médico, atónito. Depois, recorda ao DN, "ele disse que via uma mancha. Chocalhou- -me a barriga e exclamou: afinal são quatro!" Assim chegava a notícia mais improvável: Sara, sem nenhum tratamento de fertilidade, estava grávida de quadrigémeos. Situação raríssima que ocorre uma vez em meio milhão de gestações.
"O choque deu-me para rir", lembra Sara Melo, que tinha ido à consulta com uma amiga. Só depois, quando contou ao marido e ao pai, por telefone, tomou consciência do que lhe estava a acontecer. Aos 33 anos, aguarda agora na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, pelo fim do mês e pelo dia em que uma complicada e longa cesariana a fará dar à luz quatro meninas, duas gémeas verdadeiras e duas falsas. Zaida, Dania, Alicia e Cíntia deverão juntar-se a Miriam, de quatro anos, que ainda tenta perceber o que significa ganhar quatro irmãs de uma só vez.
Junto à janela do quarto 114, com vista para uma das avenidas mais movimentadas de Lisboa, a mãe das crianças justifica este fenómeno tão raro da natureza: "Eu tenho gémeos do lado da mãe e do pai, apesar de afastados. E o meu sogro e a minha sogra também", conta, a rir, debaixo do olhar atento das companheiras de quarto.
Foi no Dia da Criança que deu entrada na maternidade, já com 29 semanas de gravidez e todas as meninas a pesarem mais de 1,3 quilos. Boas notícias para mãe e filhas e também pouco frequentes nestas gravidezes multigemelares, que trazem sempre grande risco. A barriga que Sara esconde debaixo da bata branca é enorme, embora tenha engordado apenas 21 quilos, só mais um do que da primeira filha. Ao contrário do que seria de esperar, o peso não lhe trava a mobilidade nem a atira para a cama do hospital.
"Não estou sempre deitada e mexo-me bem. Passeio pelo hospital e vejo filmes no computador para passar o tempo", conta, manifestando já algum cansaço desta espera. Há ainda exames diários para fazer, que controlam as condições das meninas e podem antecipar a data prevista: dia 30.
As visitas também não são muitas, pois os familiares vivem do outro lado da ponte e a sua rotina não permite que venham até Lisboa. "Costumo ir trocar impressões com outra mãe de três gémeos que cá está", explica, sublinhando a "maré de gémeos" que "parece andar por aí". Só na maternidade, diz, "somos nove mães e 22 bebés", informa, fazendo contas de cabeça.
Se ainda agora Sara tem forças para passear a barriga, na gravidez também foi tudo tranquilo, garante a jovem mãe que vive no Pinhal Novo. Nada de enjoos, más disposições, nem grandes limitações. "Fiquei logo de repouso, mas nunca em casa de cama. Brincava com a Miriam, lia, fazia ponto cruz, e saía para beber a bica. Até conduzia. Fazia tudo, mas a passo de caracol", diz, com descontracção. A vigilância médica foi apertada.
Como vai ser a rotina, com mais quatro meninas a cargo, não parece assustá-la, embora a casa tenha apenas três assoalhadas, esteja desempregada e ainda não saiba se vai ter alguém a tempo inteiro para a ajudar. "Não gosto de demonstrar os meus receios... Sou muito positiva", confessa.
Às 32 semanas e quatro dias, assinaladas hoje, a prioridade, sublinha, "é mesmo pô-las cá fora, e que venham todas bem".
terça-feira, 23 de junho de 2009
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